quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Atividade Dirigida II

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")




No trabalho prático, além do conhecimento das técnicas, é necessário que o professor conheça alguns procedimentos didáticos que irão auxiliar efetivamente o seu desempenho durante as atividades
 observar se todas as crianças estão participando ativamente nas atividades propostas e se estão tendo oportunidade suficiente para isto;
 envolver as crianças mais novas na atividade, o mais rápido possível;
 estimular a participação de todas as crianças, inclusive aquelas que apresentem dificuldades na execução, por qualquer que seja o motivo. Dar atenção especial para que elas possam superar suas dificuldades;
 alguns jogos de "eliminar" tendem a colocar fora os mais vagarosos ou menos habilidosos. Use métodos pelos quais as crianças eliminadas possam retornar o mais breve possível;
 dê à criança condições para criar novas formas de movimento. Ela necessita de oportunidade para testar suas próprias idéias, resolver problemas com o seu próprio movimento.
 se uma criança surgir como líder, dê oportunidade para ela liderar, responsabilidades que possa assumir;
 a formação de grupos é um modo efetivo para o trabalho e oportunidade para o surgimento de liderança. Lembrar que tanto a composição do grupo, quanto a liderança devem ser mudadas, para permitir que todos tenham a experiência de liderar;
 na seleção de grupos usar métodos que não deixem crianças sem grupo;
 ensinar as crianças a cuidarem do material usado. Tenha um sistema para retirar e guardar, pois elas deverão fazer isto sempre que possível;
 em algumas tarefas a serem realizadas pelos alunos, o professor deve explicar, sem contudo demonstrá-la para que a criança encontre a maneira de realizá-la com seu próprio movimento
 a motivação pode ser conseguida através do método "Quem é capaz?" e o professor deve aproveitar os melhores executantes como exemplo;
 quando se faz necessário a correção de algum exercício perante a classe, o professor deve:
**colocar as crianças sentadas de forma que todas consigam enxergar o executante
** mostrar a maneira correta de executar a atividade
** pedir que, após a demonstração, todos experimentem realizar a atividade corretamente.
a atividade desenvolvida em pequenos grupos é muito importante pois dá à criança a oportunidade de ajudar o companheiro, observar as suas ações e às vezes corrigir a si própria e/ou ao outro;
circular entre as crianças permite ao professor verificar quais estão com dificuldade e ajudá-las;
estabelecer um sinal de parada para a classe ter a atenção é muito útil. Normalmente a elevação do braço acompanhada pela voz e eficaz.
E acima de tudo,  o bom senso dita as regras a serem aplicadas a cada grupo de crianças.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atividade Dirigida I

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")




Brincar é uma atividade fundamental e indispensável ao desenvolvimento infantil. Com a brincadeira a criança experimenta uma série de ações que a auxiliam na elaboração e re-elaboração de suas vivências afetivas, cognitivas, sociais, sem mencionar o benefício que traz ao seu desenvolvimento físico.
E é verdade que um adulto que brincou mais enquanto criança tem mais oportunidades para enriquecer sua vida pessoal, apresentando-se mais criativo e equilibrado.
Mas, numa situação dirigida, para que a brincadeira seja producente e atinja seus objetivos, deve ser bem organizada, conduzida e avaliada. Precisa de uma condução firme, justa e clara, ou seja, as orientações devem ser de fácil compreensão e numa sequencia lógica. E, principalmente, para motivar as crianças a participarem da atividade, o professor ou monitor precisa mostrar um entusiasmo autentico.
Importante lembrar, que numa situação escolar, nem todas as crianças poderão participar ao mesmo tempo; neste caso, recorre-se ao revezamento... uns jogam, outros torcem.
Para acalmar as crianças e iniciar outra atividade, disponha de alguns minutos para conversação, tecendo alguns comentários sobre o que acabara de acontecer.
E lembre-se disso:
Sempre planeje: escolher a recreação adequada, considerando as características dos participantes - idade, interesses, número de crianças, materiais necessários, espaço disponível etc.
Prepare o grupo: motivar as crianças para a atividade e ser bastante claro ao apresentar as regras, garantindo a compreensão de todos.
Durante a atividade: procure manter a ordem, auxiliando aqueles que apresentarem mais dificuldades, mas distribuir atenção a todos.
Ser calmo, porém firme e justo, pois só assim será respeitado. E tome cuidado para não ser rígido... é um momento de brincadeira, além do que, punição não combina  com diversão. Não pode haver recreação sem prazer. É preciso despertar e manter a alegria.



sexta-feira, 29 de maio de 2009

ENSINAR...

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")

ENSINAR



é uma tarefa mágica,
capaz de mudar a cabeça das pessoas,
bem diferente de apenas dar aula
Rubem Alves

sexta-feira, 15 de maio de 2009

João e Maria

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")





Numa casa perto da floresta vivia um lenhador muito pobre. Ele tinha dois filhos: João e Maria.
A mãe das crianças havia morrido e o lenhador casara de novo com uma mulher malvada.
Uma noite a mulher queixou-se ao lenhador:
- A comida acabou e estamos sem dinheiro para comprar mais. Só há um pouco de pão para dar às crianças amanhã cedo.
Precisamos abandonar os dois na floresta, pois não temos com que sustentá-los.
- "Abandonar?", perguntou o lenhador, assustado. " Não pretendo fazer isto com meus filhos!"
Mas a mulher, que era feiticeira, ameaçou transformar as crianças em sapos se o lenhador não concordasse.
João e Maria ouviram a conversa. Maria começou a chorar, com medo de ficar perdida na floresta. João, que era muito esperto, teve uma ideia:
- Vou ao quintal apanhar umas pedrinhas para marcar o caminho. Assim saberemos voltar.
Ouvindo isso, Maria ficou tranquila. João saiu quietinho e encheu os bolsos de pedrinhas brancas.
Na manhã do dia seguinte João e Maria fingiram que não sabiam de nada. Quando sentaram à mesa para tomar café, a madrasta lhes disse:
- Aqui está um pedaço de pão para cada um. Guardem para o almoço, pois seu pai vai cortar lenha muito longe e nos vamos com ele.
Puseram-se todos a caminho. 0 pai e a madrasta iam na frente. As duas crianças ficaram mais para trás, e João ia deixando cair as pedrinhas enquanto andava.
Quando chegaram ao meio da floresta, a madrasta ordenou às crianças:
- Sentem-se aqui e comam o pão, enquanto vou com seu pai cortar lenha. Não saiam daqui até voltarmos.
Assim, o lenhador e a mulher se afastaram, deixando João e Maria sozinhos no mato.
No dia seguinte as crianças foram levadas de novo para a floresta.
Desta vez João não pôde ir ao quintal juntar pedrinhas brancas: a porta estava fechada com ferrolho e ele não conseguiu sair de casa. Mas deixou cair pedacinhos de pão para marcar o caminho.
A madrasta abandonou as crianças num lugar ainda mais longe. João não se preocupava, porque tinha marcado o caminho para voltar.
Mas, quando ele e Maria procuraram os pedacinhos de pão, nada encontraram: os passarinhos da floresta tinham comido tudo!
- "Que vai ser de nós agora?", perguntou Maria, choramingando de medo.
- "Vamos tratar de dormir", disse João. "Amanhã daremos um jeito de voltar para casa."
Durante três dias e três noites as crianças vagaram pela floresta, sem achar o caminho de casa. Onde havia uma casinha.
A casinha era feita de pão-de-ló, com telhado de chocolate e janelas de pão-de-mel. João e Maria puseram-se a comer a casa, até que uma voz gritou lá de dentro:
- Quem rói minha casinha?
Mas, no dia seguinte, tudo mudou. A velha chamou os dois para irem ver o estábulo, e fechou João lá dentro!
- "Fique ai até virar um leitãozinho bem gordo para eu comer", disse a velha, que era uma feiticeira.
- "E você", continuou a velha, falando com Maria, "terá que cozinhar e fazer todo o serviço da casa!"
Maria ficou muito assustada e tratou de obedecer.
Todos os dias a velha obrigava Maria a levar comida para o irmãozinho.
Depois perguntava se João já tinha engordado. Como a velha não enxergava bem,
Maria dizia que ele ainda estava muito magrinho.
A velha cansou de esperar que João engordasse. Um dia resolveu esquentar bem o forno e disse para Maria:
- "Vou assar pão. Ponha sua cabeça lá dentro para ver se o forno já está bem quente."
- "Minha cabeça não cabe aí dentro!", respondeu Maria. "Ora, cabe até a minha que é maior!", disse a velha.
Maria fingiu que não acreditava. Quando a velha meteu a cabeça no forno para mostrar como cabia, a menina deu-lhe um empurrão e fechou a velha lá dentro!
Depois, mais que depressa, pegou a chave do estábulo e correu a soltar o irmãozinho.
Maria contou a João que a velha escondia um tesouro embaixo da cama.
Os dois puseram tudo num cofre e em seguida fugiram levando as riquezas da bruxa.
Depois de andar muito pela floresta, João e Maria chegaram em casa.
Encontraram o pai no quintal, chorando de saudade deles. Os três se abraçaram, contentes por estar juntos novamente.
João e Maria mostraram ao pai o tesouro que haviam trazido, com o qual não faltaria mais comida.
O pai contou então que a madrasta tinha caído no rio e morrera afogada. Assim os três nunca mais se separaram e viveram sempre felizes.

-Adaptação do conto dos Irmãos Grimm