Em 1930, no dia 14 de novembro, foi inaugurado o Ministério da Educação e Cultura, em Brasília. A partir de 1966, para homenagear este evento, foi instituído o Dia Nacional da Alfabetização.
Comemorações à parte, vamos considerar que:
- é um dia para lembrar um evento diário, presente nas salas de aula por aí a fora;
- a taxa de analfabetismo entre adolescentes de 10 a 14 anos é de 3,9% e a partir de 15 anos, de 9,6 (dados do IBGE, 2010);
- as taxas de alfabetização compreendem apenas ler e escrever numa determinada idade, não levando em conta as habilidades necessárias à compreensão e articulação de ideias;
- a prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), aponta que 56,1% dos estudantes aprenderam o que era esperado em leitura, e 42,8% em matemática – mas vamos considerar que um dado em destaque camufla as diferenças entre as regiões do país, bem como as diferentes realidades entre as redes públicas e privadas de ensino;
- 38% dos estudantes universitários não dominam a escrita e a leitura (Indicador de Alfabetização Funcional – INAF);
- é o professor da educação infantil e das séries iniciais que recebe a grande tarefa de alfabetizar na língua e no cálculo;
- talvez o profissional da educação seja o mais indicado para auxiliara num processo de esclarecimento e conscientização da população em geral;
- talvez ... Se a este profissional lhe fosse atribuído o valor na mesma proporção em que seu produto vale — pessoas plenamente formadas, mentes abertas, consciência humana, social, política.
Mas, hoje, comemoramos um dia em meio a toda uma categoria — o magistério — que sofre as consequências da ausência de políticas públicas que efetivamente acolham o profissional da Educação, sustentando o professor em termos de formação, aperfeiçoamento, condições dignas de trabalho e salário, refletindo em sua prática na sala de aula.
Voltarei a falar sobre o assunto.
E só para esclarecer, no dia 08 de setembro, esta data é comemorada internacionalmente...
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