terça-feira, 15 de julho de 2008

Os Três Porquinhos

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")











Numa bonita casa de campo viviam 3 porquinhos:

 

Prático, Heitor e Cícero. Quando não iam à escola, ficavam a brincar felizes e despreocupados no campo.

 

Ao escurecer, voltavam cansados e satisfeitos.

 

Em casa esperava-os a sua avozinha, que lhes preparava grandes bolos com natas e morangos.

 

Um dia, Cícero, o menor, propôs:

 

Agora que já somos grandes, podemos construir uma casa só para nós e viver sozinhos! Cada um construirá a sua, a seu gosto.

 

Cícero não queria se cansar muito, pelo que considerou que bastariam uns tantos ramos e um pouco de palha entrançada para construir uma cabaninha fresca e confortável.


Heitor, pelo contrário, pensou que uma cabana de madeira seria suficientemente confortável e resistente e que não teria de trabalhar demasiado para construí-la.

 

Prático queria uma casinha como a da avozinha. Por isso, carregou o carrinho de mão várias vezes com tijolos e cimento e pôs-se a trabalhar com muito afinco.

 

- Assim estarei resguardado do lobo, que de vez em quando sai do bosque.

 

De fato, veio o lobo e bateu na casinha de palha: Truz! Truz! Truz!

 

- Quem é? – perguntou a avozinha do Cícero.

 

Um amigo... abre! - respondeu o lobo lambendo-se.

 

- Não! És o lobo mau e não te vou abrir a porta!

 

- Ai sim?! – Rosnou o lobo rangendo os dentes.

 

- Vê então como abro a tua porta! – E de um sopro varreu a cabaninha fazendo rolar para bem longe o porquinho.

 

Enquanto Cícero escapava, o lobo foi bater à porta do Heitor:

 

- Abre, não te farei mal!

 

Heitor também não quis abrir, mas um par de sopros foram suficientes para destruir a sua casinha.

 

Muito esfomeado, o lobo bateu à porta da casa do Prático.

 

- Vai-te embora, lobão! – Respondeu-lhe o porquinho.

 

Desta vez, o lobo soprou e soprou muitas vezes, mas a casinha, construída com cimento e tijolos era demasiado sólida até para ele.

 

Por fim, o lobo mau ficou sem forças. Aborrecido, levantou o punho, ameaçando:

 - Por agora, deixo-te... mas depressa voltarei!

E vou te comer de uma só vez.

 

Quando se fez noite o lobo voltou. Prático ouvi-o a trepar pelo algeroz para subir até ao telhado da casa.

 

Enquanto se metia pela chaminé, o lobo lambia-se já pensando no jantar à base de porquinho assado. Mas Prático, que tinha uma panela de sopa ao lume, atiçou a chama com toda a lenha que tinha.

 

O lobo já estava a meio caminho quando começou a cheirar a queimado: era a sua cauda que começava a chamuscar! Saiu pela chaminé e desapareceu uivando.

 

No dia seguinte, enquanto o pobre lobo, com a cauda entre as patas, continuava a fugir para o mais longe possível, a povoação celebrava a valentia do porquinho sábio e o retorno à tranquilidade.



 
 
 

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