sábado, 10 de outubro de 2009

Declaração Universal dos Direitos das Crianças

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")



UNICEF - 20 de Novembro de 1959

As Crianças têm Direitos

Direito à Igualdade, sem Distinção de Raça Religião ou Nacionalidade

Princípio I......A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer exceção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição econômica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família.

Direito a Especial Proteção para o seu Desenvolvimento Físico, Mental e Social
Princípio II......A criança gozará de proteção especial e disporá de oportunidade e serviços, a serem estabelecidos em lei por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.

Direito a um Nome e a uma Nacionalidade
Princípio III......A criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade.

Direito à Alimentação, Moradia e Assistência Médica Adequadas para a Criança e a Mãe
Princípio IV......A criança deve gozar dos benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade deverão ser proporcionados, tanto a ela, quanto à sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se a alimentação pré e pós-natal. A criança terá direito a desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados.

Direito à Educação e a Cuidados Especiais para a Criança Física ou Mentalmente Deficiente
Princípio V......A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre da algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.

Direito ao Amor e à Compreensão por Parte dos Pais e da Sociedade
Princípio VI......A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos de famílias numerosas.

Direito à Educação Gratuita e ao Lazer Infantil
Princípio VII......A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita - em condições de igualdade de oportunidades - desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade.......O interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.......A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.

Direito a ser Socorrido em Primeiro Lugar, em Caso de Catástrofes
Princípio VIII......A criança deve - em todas as circunstâncias - figurar entre os primeiros a receber proteção e auxílio.

Direito a ser Protegido Contra o Abandono e a Exploração no Trabalho
Princípio IX ......A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objeto de nenhum tipo de tráfico. Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança dedique-se, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar sua saúde ou sua educação, ou impedir seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

Direito a Crescer Dentro de um Espírito de Solidariedade, Compreensão, Amizade e Justiça entre os Povos
Princípio X......A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole. Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar suas energias e aptidões ao serviço de seus semelhantes.



Retirado de: 
http://www.mulherdeclasse.com.br/A%20historia%20do%20dia%20da%20crianca.htm#Declaração Universal dos Direitos das Crianças


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bambu Chinês...

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")



Devemos buscar amigos como buscamos livros.
Acertar na procura.
Não exija que sejam muitos, mas que sejam bons.
Não exija que sejam ricos, mas que sejam fiéis.
Não exija que tenham boa profissão, mas sim bom coração.
É triste o homem que não pode buscar livros por não saber lê-los.
Mas é ainda mais triste o homem que não pode buscar amigos por não saber conquistá-los.
É triste a estante vazia por falta de livros, mas é ainda mais triste o homem oprimido por falta de amigos.
Os livros nos tiram da turbulência da alma, nos fazem refletir sobre grandes acontecimentos.
Mas o amigo converte tormentas e tempestades em chuva de sentimentos.
Não podemos chamar de rico o homem que não tem livros, mas podemos afirmar que é mendigo o homem que não tem AMIGOS, e amigo é aquele que te segue ou o faz segui-lo pelos melhores caminhos.  

domingo, 20 de setembro de 2009

Chapeuzinho Vermelho

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")





Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.
Um dia, sua mãe pediu:
- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?
- Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!
- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.
- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!
E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.
Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto...
Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:
- Onde vai, linda menina?
- Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?
O lobo respondeu:
- Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.
- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.
- Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.
- Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.
E o lobo respondeu:
- Este será nosso segredo para sempre...
E saiu correndo na frente, rindo e pensando:
(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!)
Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:
- Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
- Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha...
Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a toquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.
- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.
- Obrigada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).
Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:
- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?
- É pra te olhar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?
- É pra te cheirar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?
- São para te acariciar melhor, minha netinha.
(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...)
- Mas, vovó, por que essa boca tão grande?
- Quer mesmo saber? É pra te comer!!!!
- Uai! Socorro! É o lobo!
A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar.
Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção.
Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.
Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:

- Acho que o lobo devorou minha avozinha.
- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver...
Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.
- Viva! Vovó!
E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.
"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Atividade Dirigida II

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")




No trabalho prático, além do conhecimento das técnicas, é necessário que o professor conheça alguns procedimentos didáticos que irão auxiliar efetivamente o seu desempenho durante as atividades
 observar se todas as crianças estão participando ativamente nas atividades propostas e se estão tendo oportunidade suficiente para isto;
 envolver as crianças mais novas na atividade, o mais rápido possível;
 estimular a participação de todas as crianças, inclusive aquelas que apresentem dificuldades na execução, por qualquer que seja o motivo. Dar atenção especial para que elas possam superar suas dificuldades;
 alguns jogos de "eliminar" tendem a colocar fora os mais vagarosos ou menos habilidosos. Use métodos pelos quais as crianças eliminadas possam retornar o mais breve possível;
 dê à criança condições para criar novas formas de movimento. Ela necessita de oportunidade para testar suas próprias idéias, resolver problemas com o seu próprio movimento.
 se uma criança surgir como líder, dê oportunidade para ela liderar, responsabilidades que possa assumir;
 a formação de grupos é um modo efetivo para o trabalho e oportunidade para o surgimento de liderança. Lembrar que tanto a composição do grupo, quanto a liderança devem ser mudadas, para permitir que todos tenham a experiência de liderar;
 na seleção de grupos usar métodos que não deixem crianças sem grupo;
 ensinar as crianças a cuidarem do material usado. Tenha um sistema para retirar e guardar, pois elas deverão fazer isto sempre que possível;
 em algumas tarefas a serem realizadas pelos alunos, o professor deve explicar, sem contudo demonstrá-la para que a criança encontre a maneira de realizá-la com seu próprio movimento
 a motivação pode ser conseguida através do método "Quem é capaz?" e o professor deve aproveitar os melhores executantes como exemplo;
 quando se faz necessário a correção de algum exercício perante a classe, o professor deve:
**colocar as crianças sentadas de forma que todas consigam enxergar o executante
** mostrar a maneira correta de executar a atividade
** pedir que, após a demonstração, todos experimentem realizar a atividade corretamente.
a atividade desenvolvida em pequenos grupos é muito importante pois dá à criança a oportunidade de ajudar o companheiro, observar as suas ações e às vezes corrigir a si própria e/ou ao outro;
circular entre as crianças permite ao professor verificar quais estão com dificuldade e ajudá-las;
estabelecer um sinal de parada para a classe ter a atenção é muito útil. Normalmente a elevação do braço acompanhada pela voz e eficaz.
E acima de tudo,  o bom senso dita as regras a serem aplicadas a cada grupo de crianças.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atividade Dirigida I

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")




Brincar é uma atividade fundamental e indispensável ao desenvolvimento infantil. Com a brincadeira a criança experimenta uma série de ações que a auxiliam na elaboração e re-elaboração de suas vivências afetivas, cognitivas, sociais, sem mencionar o benefício que traz ao seu desenvolvimento físico.
E é verdade que um adulto que brincou mais enquanto criança tem mais oportunidades para enriquecer sua vida pessoal, apresentando-se mais criativo e equilibrado.
Mas, numa situação dirigida, para que a brincadeira seja producente e atinja seus objetivos, deve ser bem organizada, conduzida e avaliada. Precisa de uma condução firme, justa e clara, ou seja, as orientações devem ser de fácil compreensão e numa sequencia lógica. E, principalmente, para motivar as crianças a participarem da atividade, o professor ou monitor precisa mostrar um entusiasmo autentico.
Importante lembrar, que numa situação escolar, nem todas as crianças poderão participar ao mesmo tempo; neste caso, recorre-se ao revezamento... uns jogam, outros torcem.
Para acalmar as crianças e iniciar outra atividade, disponha de alguns minutos para conversação, tecendo alguns comentários sobre o que acabara de acontecer.
E lembre-se disso:
Sempre planeje: escolher a recreação adequada, considerando as características dos participantes - idade, interesses, número de crianças, materiais necessários, espaço disponível etc.
Prepare o grupo: motivar as crianças para a atividade e ser bastante claro ao apresentar as regras, garantindo a compreensão de todos.
Durante a atividade: procure manter a ordem, auxiliando aqueles que apresentarem mais dificuldades, mas distribuir atenção a todos.
Ser calmo, porém firme e justo, pois só assim será respeitado. E tome cuidado para não ser rígido... é um momento de brincadeira, além do que, punição não combina  com diversão. Não pode haver recreação sem prazer. É preciso despertar e manter a alegria.