sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Motivação

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")



Das fases envolvidas no processo de aprendizagem a motivação, sem desmerecer as demais fases, é muito importante e significativa, pois dela depende todo o envolvimento do aprendiz com o conteúdo a ser aprendido. 
A motivação não é algo que possa ser diretamente observado ou medido, portanto, apenas podemos inferir a existência de um comportamento motivado através de uma energia relativamente forte direcionada para um objetivo específico. 
Motivar um comportamento significa predispor a pessoa para apresentar um comportamento que seja desejável em determinado momento. 
Existem funções importantes ativadas pelos motivos: 
1. Os motivos ativam o organismo conduzindo-o à ação em função de atender suas necessidades; 
2. Os motivos dirigem o comportamento para um objetivo de forma a encontrar a melhor opção para satisfazer suas necessidades; 
3. Os motivos selecionam e acentuam a resposta correta - as respostas que satisfazem as necessidades do organismo tendem a ser aprendidas, mantidas e provavelmente repetidas em situações semelhantes. 
O motivo pode ser definido como uma condição interna relativamente duradoura que leva o indivíduo ou que o predispõe a persistir num comportamento orientado para um objetivo, possibilitando a transformação ou a permanência da situação (SAWREY e TELFORD, 1976 apud PISANI, 1983:90) 
Além desta definição, precisamos diferenciar termos que normalmente são confundidos, mas que para os psicólogos são utilizados de maneira especifica.
Todos eles são constructos, isto é, processos internos hipotéticos que parecem explicar o comportamento, mas também, como os motivos não podem ser diretamente observados ou medidos.
São eles: 
a) Necessidade: refere-se as deficiências do organismo que podem ser fisiológicas ou aprendidas ou urna combinação de ambas; 
b) Impulsos: são os motivos que surgem para satisfazer as necessidades fisiológicas básicas; 
c) Instinto: ocasionalmente, este termo e utilizado para necessidades fisiológicas e para padrões de comportamento complicados que parecem ser de origem principalmente hereditária. Atualmente, muitos cientistas preferem usar o termo padrão de ação fixa a instinto. 
Existem os motivos não-aprendidos, que são os de caráter fisiológico, os “naturais da espécie" e os aprendidos, como, por exemplo, almejar dinheiro e o desejo de aprovação social. 
É importante identificar os motivos para auxiliar a compreensão do comportamento, pois eles podem explicar várias atividades humanas. O chamado motivo de afiliação, por exemplo, pode levar urna pessoa a participar de vários grupos (agremiações, partido político, clubes etc.) para satisfazê-1o.
Também é importante considerar que vários motivos podem gerar um único comportamento, por exemplo, uma pessoa ser boa profissional por estar motivada pela necessidade de realização profissional, prestigio ou bom salário.  

Classificação dos motivos

 Um adulto, com padrões normais de comportamento, apresenta quatro desejos fundamentais: desejo de segurança, de resposta ou correspondência, de aprovação social e o desejo de novas experiências.
E para facilitar o entendimento destes desejos como motivos que impulsionam o comportamento, é útil classificá-los em três categorias (ARAGÃO, 1976 e EDWARDS, 1973 apud PISANI, 1983:91): 
1) Motivos relacionados a necessidades fisiológicas ou motivos de sobrevivência — fome, sono, respiração, evitação da dor e da fadiga, estimulação informativa;
2) Motivos relacionados à interação com outras pessoas ou motivos sociais — sexo, comportamentos maternais, afiliação, prestígio;
3) Motivos relacionados à competência do EU ou, simplesmente, motivos do eu — realização, necessidade de informação consonante. 
Apesar de estarem todos presentes na nossa sociedade, não se apresentam com a mesma intensidade e, também,  lembrando que nenhuma classificação pode ser estática (muitos outros motivos podem ainda estar por serem descobertos) e nem possui limites claros, ou seja, nem sempre é possível identificar qual motivo foi responsável por um determinado comportamento. 
Outra posição importante no estudo da motivação é a de Abraham Maslow, psicólogo humanista, que apresentou uma hierarquia de necessidades que representam nossos motivos, dos mais primários e instintivos aos mais superiores.
Para ele, somos “animais carentes" durante todas as nossas vidas. 
hierarquia de necessidades de Maslow é a seguinte:  
1. Necessidades fisiológicas: ar, comida, bebida, sexo e abrigo
2. Necessidades de segurança: segurança, ordem, proteção e estabilidade familiar
3. Necessidades de amor: afeição, afiliação do grupo e aceitação social
4. Necessidades de estima: respeito próprio, prestígio, reputação e status social
5. Necessidades de auto-atualização: sucesso, satisfação e realização das metas, ambições e talentos pessoais. 
Para Maslow, corno podemos perceber, os motivos fisiológicos aparecem primeiro, os de auto-estima mais tarde, e nenhum motivo superior surge sem antes ter satisfeito um motivo que fica abaixo. E apesar desta hierarquia apresentar-se como referencial na ordem do desenvolvimento humano, não implica que todos os seres humanos alcancem, com sucesso, a satisfação de todas estas necessidades.  


Frustração dos motivos

 Dizemos que existe a frustração quando há a impossibilidade de satisfazer um motivo. As pessoas bem ajustadas conseguem satisfazer seus motivos fundamentais de forma bem razoável. Entretanto, em estudos realizados, constatamos que a não satisfação de um motivo (frustração) pode gerar conseqüências desagradáveis, entre elas a agressividade (manifestada através de palavras, ações, entonação de voz etc.) e a regressão (comportamento que não condiz com a idade cronológica da pessoa, apresentando características de idades anteriores).   

Motivação e aprendizagem 
No esquema formal do contexto escolar, são apresentados procedimentos que visam a aquisição e uso de conhecimentos para que a aprendizagem ocorra.
No que diz respeito à motivação, há a sugestão que o aprendiz reconheça que precisaaprender alguma coisa. Uma aprendizagem que e direcionada para um objetivo, com empenho, é motivada. 
Os motivos, como já mencionamos, despertam o organismo dirigindo-o para um alvo em particular e o mantém em ação. Geralmente, duas fontes são mencionadas na psicologia da motivação para manter um comportamento em alerta para a ação:
1) Recompensas extrínsecas: que são as recompensas e sanções que outras pessoas utilizam para motivar o aprendiz, como prêmios, aprovação social,  influência do grupo, elogios etc.
2) Recompensas intrínsecas: que dizem respeito a  satisfação  pessoal experimentada por quem aprende, independente de qualquer fonte externa. 
Importante salientar que, em situações de aprendizagem, a primeira forma de recompensa pode e deve conduzir a segunda, porque o aluno precisa encontrar motivadores na ação em si e não apenas através de estimuladores externos. 
Também, as recompensas intrínsecas, pelo valor que possuem, conduzem o comportamento para:
1) a motivação para a competência: nela percebemos que somos capazes de alguma coisa que não sabíamos anteriormente ou não conseguíamos fazer;
2) o desejo de identificação com alguém valorizado pelo aprendiz. WingfieId (1979 apud PFROMM NETTO, 1987)  diz que os elementos básicos deste motivo são a imitação do comportamento e dos valores do objeto de identificação e ainteriorização destes valores como seus (o desejo de ser como o pai,  a  mãe...).
Ao mesmo tempo, a identificação — motivação intrínseca — está subjacente aos elogios e aprovação social destas pessoas — motivação extrínseca. 
No trabalho com a motivação em sala de aula, devemos estar atentos para as seguintes recomendações: 
- a motivação é mais eficaz se for traduzida em termos de recompensas capazes de levar o aluno a trabalhar para obtê-las; 
- usar os motivos existentes para desenvolver novos motivos; 
- satisfazer a motivação do aluno quando o comportamento for adequado; 
- nem sempre o que significa recompensa para um aluno funciona com outro, por isso é importante determinar o que cada aluno encara como recompensa; 
- o termo “motivação" não deve ser usado como pretexto para comportamentos inadequados; 
- aplicar o princípio do reforçamento; 
- não punir; 
- a maneira de ser do professor frente ao aluno é fator motivacional significativo; 
- variar o formato das aulas; 
- as pessoas precisam aprender a ver em si mesmas a causa de seu comportamento e serem capazes e desejosas de aprender tarefas de dificuldade moderada; 
- o alvo das escolas deve ser a busca de excelência.  


Últimas palavras

 Apesar de não ser passível de observação direta, nem mensuração, o estudo da motivação é algo fascinante, particularmente na sala de aula, ao verificar a sua relação com o rendimento escolar.
A medida que o desenvolvimento maturacional das pessoas avança, aumenta a compreensão acerca de si mesmas e. conseqüentemente. aumentam as descobertas sobre as preferências e a determinação para atingir objetivos específicos na vida. Embora, muitas vezes, em contato com a realidade escolar, percebemos comportamentos que parecem não ceder espaço à motivação. Na verdade pode estar sendo apresentado uma reação de medo na pessoa, ou seja, medo de se expor, de competir, de fracassar.
O comportamento humano e muito complexo, para ser focado por único aspecto. A motivação, por si só, não se explica; caminha junto, por exemplo, com a percepção e a emoção. A motivação pode interferir na aprendizagem, como o inverso, também. Muitos comportamentos são aprendidos, o que interfere na predisposição humana de agir. Assim como dependendo da forma que muitas vezes vemos somente aquilo que queremos ver... Idade, sexo, contexto sócio-cultural, características psicológicas compõem aquilo que chamamos de ser humano, cujo comportamento é estudado pela ciência psicológica, apresenta traços comuns da espécie e, espetacularmente, mantém padrões particulares de ação. Neste sentido, a maior tarefa da escola deveria ser formar indivíduos aptos para desenvolverem a competência pessoal e a automaestria, traçando objetivos de estimulação, autoconhecimento e competência.  

Referências Bibliográficas 

DAVIDOFF. Linda L.. Introdução à Psicologia SP McGraw-Hill do Brasil, 1983.
PFROMM NETTO, Samuel. Psicologia da Aprendizagem e do Ensino. SP: E.P.U., 1987.
PISANI, Elaine Maria et al. Psicologia Geral Caxias do Sul, Universidade de Caxias do Sul. Porto Alegre: De. Vozes, 1983.
SPRINTHALL, Norman A E SPRINTHALL, Richard C. Psicologia Educacional. Alfragide: McGraw-Hill de Portugal, 1993. 




sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vida

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")



Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver - um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. 
Aí sim, a vida de verdade começaria... 
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!  Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém. 
Portanto, pare de esperar... 
até que você termine a faculdade; 
até que você volte para a faculdade; 
até que você perca 5 quilos; 
até que você ganhe 5 quilos; 
até que você tenha tido filhos; 
até que seus filhos tenham saído de casa; 
até que você se case; 
até que você se divorcie; 
até sexta à noite;   
até segunda de manhã; 
até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos; 
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; 
até o próximo verão, primavera, outono, inverno; 
até que você esteja aposentado; 
até que a sua música toque; 
até que você tenha terminado seu drink; 
até que você esteja sóbrio de novo; 
até que você morra;   
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO... 
Felicidade é uma viagem, não um destino. 
HENFIL
(Para quem não sabe, Henfil — Henrique de Souza Filho, 05/02/1944 – 04/01/1988 — foi um cartunista, jornalista e escritor brasileiro.)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Agosto - datas comemorativas

(Do extinto "Casa da Infância/Spaceblog")


01 – Dia Nacional do Selo
03 – Dia do Tintureiro
05 – Dia Nacional da Saúde
08 – Dia do Pároco
11 – Dia da Televisão
11 – Dia do Advogado
11 – Dia do Estudante
11 – Dia do Garçom
11 – Dia Internacional da Logosofia
12 – Dia Nacional da Artes
12 – Dia dos Pais
13 – Dia do Economista
15 – Ascensão de Nossa Senhora
15 – Dia da Informática
15 – Dia dos Solteiros
16 – Dia do Filósofo
19 – Dia do Artista de Teatro
19 – Dia Mundial da Fotografia
20 – Dia dos Maçons
22 – Dia do Folclore
23 – Dia da Injustiça
24 – Dia da Infância
24 – Dia dos Artistas
24 – Dia de São Bartolomeu
25 – Dia do Feirante
25 – Dia do Soldado
27 – Dia do Corretor de Imóveis
27 – Dia do Psicólogo
28 – Dia da Avicultura
28 – Dia dos Bancários
29 – Dia Nacional do Combate do Fumo
31 – Dia da Nutricionista
31 – Dia do Blog