terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Brincar

Querid@s, bom dia!

Ainda ontem falei sobre a necessidade de brincar com as nossas crianças e encontrei, nos meus arquivos, um texto muito interessante da Marina Marcondes Machado. 

Vejam só:

Era uma vez uma mulher.
Era uma vez uma mulher que amou um homem.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida e deu à luz um bebê.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida e deu à luz um bebê e começou a amamentá-lo.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida e deu à luz um bebê e começou a amamentá-lo e a brincar com ele.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida e deu à luz um bebê e começou a amamentá-lo e a brincar com ele e a se lembrar de quando brincava de mamãe com suas bonecas.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida e deu à luz um bebê e começou a amamentá-lo e a brincar com ele e a se lembrar de quando brincava de mamãe com suas bonecas achando graça da ideia de seu filho ser seu boneco sem se dar conta de que um dia já fora boneca de sua mãe.
Era uma vez uma mulher que amou um homem e ficou grávida e deu à luz um bebê e começou a amamentá-lo e a brincar com ele e a se lembrar de quando brincava de mamãe com suas bonecas achando graça da ideia de seu filho ser seu boneco sem se dar conta de que no início todos os filhos são brinquedos de suas mães.
Era uma vez um bebê que teve a sorte de ser por um instante brinquedo de sua mãe aprendendo a brincar com ela para assim tomar posse do seu próprio brincar e passar a viver criativamente no mundo.



Neste texto, encontro beleza na representação de vida marcada pela sonoridade oferecida por sua construção e a força que emana de cada passagem apresentando o sentido e o significado das interações e construções realizadas a partir do modelo, da partilha, do cuidado. Muito belo!
Se quiserem, comentem! Será um prazer saber o que pensam a respeito!


AbrAção,
Rosana Rodrigues 




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Crianças em casa

Querid@s, boa noite!

O dia já está no fim, mas estava pensando que teremos um mês pela frente com nossas crianças em recesso escolar.

Particularmente adoro quando meus filhos estão em férias. Tenho a sorte de estar em casa no mesmo período que eles (ao meu ver, mais um dos infinitos aspectos positivos por se trabalhar com a Educação!)
É um momento que pode ser traduzido por divertimento, união, conversas... Percebemos detalhes que passam desapercebidos com a rotina de trabalho e de escola e podemos promover atividades que não são possíveis sob a ditadura do relógio. Por outro lado, ficar em casa para algumas famílias pode exigir um pouco mais de criatividade para atender a necessidade das crianças ou mesmo conciliar atividades lúdicas com o retorno ao trabalho - afinal, hoje já é dia 04 de janeiro, segunda-feira!
Mas independentemente da situação é sempre bom ter em mente que a criança, por natureza, é ativa, curiosa,  gosta da companhia de outras pessoas e está em pleno desenvolvimento. Em outras palavras:
1. A sua criatividade dificilmente supera a criatividade de seu filho ou de sua filha;
2. Perguntas e ações que talvez nunca tenha imaginado serão feitas por eles;
3. Sua criança aprecia e deseja a sua companhia.
Assim, prepare-se com alegria, bom humor e suavidade para estes momentos muito importantes para o desenvolvimento pleno de seu filho(a) e, talvez, os mais intensos de sua própria vida.
Agora, para ajudar um pouquinho, aqui, sempre desenhamos muito, montamos brinquedos com recicláveis, fazemos "esculturas" com massinha de farinha... Neste contexto surgem muitas histórias contadas e inventadas. Brincadeiras antigas  da minha época de criança são ressuscitadas e, como não poderia faltar nos dias de hoje, os jogos de  computador.
Vejam as dicas que consegui no site Disney Babble:
1. História em quadrinhos - produzidas pelas família toda.

2. Banho de chuva - quem nunca tomou? Tirando as fortes chuvas que tem nos assolado, vez ou outra fará a alegria da criançada (inclua-se aqui).

3. Aplicativos, jogos online e sites educativos - a pedida é ter noção dos limites aceitáveis para a criança, em termos de tempo de permanência na frente do computador.

4. Festa do pijama - convide a turma toda! Amigos, familiares, vizinhos... Ou se preferir, faça a festa com seus filhos, só vocês. Cabana feita com cobertores e edredons, muralhas com travesseiros...

5. Brincadeiras clássicas - volte a ser criança, também!

6. Guerra de bexigas - a água para encher as bexigas poderá ser coletada nos momentos de chuva. Além da brincadeira divertida, ensinará conceitos de economia e reutilização de um recurso natural.

7. Fazendo arte com argila - com massa de modelar, com massinha de farinha ou mesmo com massa de pão que, depois da ajuda da garotada, resultará em pãezinhos quentinhos para o lanche da tarde...

8. Cozinhando em família - bom momento para ensinar brincando algumas receitas simples.

9. Piquenique - que pode até ser feito no quintal de casa ou, se morar em condomínio, num espaço que seja permitido fazer esta atividade.

10. Brincando de teatro - soltar a imaginação e aproveitar cada momento com seus filhos. Cada instante será inesquecível e fortalecedor para o seu desenvolvimento deles.

Bons e alegres dias!

AbrAção,

Rosana Rodrigues 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Hoje é domingo!

Quem não gosta de uma parlenda?

Esta, musicalizada pela "Palavra Cantada" (YouTube) tem sua sonoridade e cumpre o papel de divertir e entreter as crianças e, por que não dizer, adultos, também!

Só para lembrar, as parlendas são versinhos com rima fácil que tem temas relacionados a infância. Quem ao avistar um arco-íris em dia de chuva nunca recitou "Sol e chuva casamento de viúva"?

Mas hoje é domingo... Pede cachimbo!!




Feliz domingo a todos!

AbrAção

Rosana Rodrigues 




Pesquisa sobre obesidade infantil - resultados

 Bom dia, amig@s!
Em junho de 2015 realizei uma pesquisa sobre obesidade infantil para cumprir créditos em uma especialização em Tecnologia, Formação de Professores e Sociedade.
Assim, antes de tudo, quero agradecer a todos aqueles que dispensaram a sua atenção para colaborar com a pesquisa que desenvolvi sobre a obesidade infantil. Foram informações preciosas que permitiram o alcance de dados importantes sobre o quadro da obesidade em crianças de 7 a 12 anos.
Os dados coletados confirmaram que vivemos num período em que as crianças estão desenvolvendo hábitos alimentares e de convívio que estão modificando a sua estrutura corporal e, consequentemente, até psicossocial em função das facilidades de acesso às mídias, intermediadas pela programação televisiva.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade infantil “a epidemia do século”. Além das consequências físicas geradas pelo aumento de peso, ela provoca uma série de subprodutos emocionais e sociais em crianças e adolescentes com desdobramento ao longo de suas vidas.
Ao longo dos últimos 30 anos, no Brasil, os índices de aumento de peso cresceram significativamente. São crianças e adolescentes vitimados por dietas inadequadas e pela ausência de atividades físicas.
A obesidade infantil caracteriza-se pelo excesso de peso entre bebês e crianças de até 12 anos de idade, quando seu peso corporal ultrapassa em 15% o peso médio correspondente a sua idade. O cálculo é feito através do índice de massa corporal (IMC), calculado da seguinte maneira: peso (em kg) dividido pela altura ao quadrado.
O principal resultado do estudo realizado foi a constatação da força da mídia televisiva em relação as imagens apresentadas nas animações direcionadas ao público infantil. A percepção é clara de que, embora seja um ser em desenvolvimento, caminhando em seu processo de aprendizado e crescimento, a criança exerce, no âmbito familiar, um poder significativo quanto a seleção e consumo de produtos feitos pelos adultos que convivem com ela. Em outras palavras, a sugestão feita pela programação da TV é fortalecida pelos gostos infantis e influencia as opções e escolhas efetivadas pelo público em geral.
Não consegui estabelecer uma relação direta entre os desenhos preferidos pelas crianças participantes da pesquisa e seu peso corporal, mas independente disto, sabemos que a obesidade é um assunto a ser tratado no âmbito da saúde pública e a formação do hábito alimentar acontece no contexto social da criança. Dito isto, não há como isentar a educação no controle e formação de novos padrões comportamentais que permitam a formação de crianças conscientes em adultos saudáveis, física e emocionalmente.
Assim que possível publicarei o artigo produzido na íntegra. Aguardem!
Abraços fraternos,
Rosana Rodrigues 

 

FELIZ ANO NOVO!


Que o Ano Novo seja tão belo para agradar aos olhos;
Que seja tão saboroso para o paladar apreciar;
Seja aromático para promover novas experiências;
Seja melodioso para que corpos dancem e saltitem na direção de abraços - novos e velhos
Para brindar com sorrisos o presente e maravilhoso  viver!!
Sejamos todos felizes!!
Abraços fraternos,
Rosana Rodrigues